A decisão
Todo mochileiro tem algumas viagens que deseja realizar uma vez na vida, estão naquela tal “Bucket List” que escutamos por aí, a tal “lista de coisas a fazer antes de morrer”. Percorrer a Transiberiana sempre esteve na minha e nos últimos anos venho esperando o momento perfeito para fazê-la.
Mas o problema é o de sempre: quando tenho tempo, não tenho grana. Quando tenho grana, não tenho tempo. E quando tiver tempo e grana, tenho medo de já não ter disposição! Eu precisava romper este ciclo vicioso, e decidi viajar pela Transiberiana com o tempo e recursos que tenho!
Mas o que é essa tal de Transiberiana?
Se você não está muito habituado com este “mundo das viagens”, é bem possível que nunca tenha ouvido falar desta famosa ferrovia. Saiba que ela é considerada um marco na história da Rússia e a maior rota ferroviária do mundo! A ferrovia passa por 8 fusos diferentes, ligando a Rússia de leste a oeste! Atualmente existem três rotas que cruzam da Europa para a Ásia, são elas:
A Transiberiana Clássica, que de roda de Moscow a Vladivostok, passando pela região sul da Sibéria, seguindo os trilhos da primeira ferrovia que foi construída para conectar a Rússia Européia e a Rússia Oriental. Neste trajeto são 9289 km através das estepes e cruzando as florestas da taiga, numa jornada de 143 horas. Se fosse feita “numa pernada só”, seriam quase 6 dias inteiros dentro do trem! (vermelha no mapa)
A Transmongoliana, que roda de Moscow a Pequim, passando pela Mongólia, mais especificamente pela sua capital Ulaanbaatar. Costuma ser a mais popular entre os turístas, e é uma oportunidade única conhecer um país pouco falado como a Mongólia, e ainda sentir um gostinho da China na chegada a Pequim! Eu decidi encarar seus 7826 km de trilhos e cruzar o mundo nos seus trens: esta foi a minha rota escolhida! (preta no mapa)
A Transmanchuriana, que roda de Moscow a Pequim, passando pela Manchúria, uma região da Rússia que está na fronteira entre Rússia e China. Neste percurso a ferrovia percorre 8988 km, e a jornada dura 6 dias e duas horas, mas neste caso, sem passar pela Mongólia.(verde no mapa)

E quando será isso?
Viajarei na segunda quinzena de agosto de 2015, esperando encontrar longos dias de sol e temperaturas mais amenas. Como eu não tenho tantos dias disponíveis, precisei otimizar meu planejamento escolhendo com cuidado os destinos e os horários, para aproveitar ao máximo as horas de luz de cada dia.
Viajarei gravando a vida diária sobre os trilhos, que serão publicados e formato de pequenos documentários no meu canal do Youtube, convido você a inscrever-se e ficar sabendo quando o conteúdo for publicado! Além disso, estarei postando em tempo real conteúdo no Instagram e no Facebook, segue lá também!
Destinos? Vistos? Moeda? Idioma?
Calma, calma! Além do que mencionei ali em cima, todo o conteúdo também estará disponível aqui no Prepare a Mochila através deste link. Postarei várias dicas comentando sobre estes e outros tópicos, assim como vivo fazendo para os demais países! Este é apenas o primeiro artigo desta viagem pela ferrovia mais espetacular do mundo! Fique ligado!